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Diário de Ilhéus

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Estudantes da FMT têm aula de campo em aldeia indígena em Porto Seguro

Estudantes da FMT têm aula de campo em aldeia indígena em Porto Seguro
dezembro 13
13:53 2017

Conhecer e preservar a cultura dos índios entendendo que, a partir de relações inter étnicas conseguimos identificar os mais diversos aspectos que norteiam os processos de saúde e doença presentes em todas às culturas humanas. Esse foi o foco da visita técnica dos estudantes do primeiro semestre dos cursos de Biomedicina e Enfermagem da Faculdade Madre Thaís(FMT) Ilhéus, fizeram a comunidade indígena Pataxó da Reserva da Jaqueira, em Coroa Vermelha.
O grupo, com 23 discentes, foi coordenado pelo professoro Robson Melo dos Santos. A Reserva da Jaqueira foi criada em 1998 após grande luta das irmãs Pataxó Nitinauãn, Jandaia e Naiara que buscavam afirmação cultural do povo indígena Pataxó de Coroa Vermelha, resgatando a sua cultura em um lugar considerado sagrado e habitado pelos espíritos de seus ancestrais.
A professora Ana Paula Adry, coordenadora do curso de Biomedicina esclarece que a aula de campo técnica está prevista no Plano de Ensino da disciplina Abordagem Sócio antropológica e tem por objetivo constituir uma interface entre a teoria e a prática dos futuros profissionais de saúde. Em 28 de outubro deste ano os alunos dos cursos de Biomedicina e Enfermagem realizaram uma visita técnica à aldeia indígena Pataxó da Reserva da Jaqueira no município de Porto Seguro.
Para o professor Robson “foi uma importante experiência etnográfica e tem uma eficácia muito reveladora, pois é a partir de relações Inter étnicas que conseguimos identificar os mais diversos aspectos que norteiam os processos de saúde e doença que estão presentes em todas as culturas humanas. Nesse sentido, o conhecimento e a vivência com a diversidade de grupos étnicos existentes em nosso país, contribui para uma melhor formação acadêmica e cultural dos discentes da nossa faculdade ”disse o professor Robson Melo, titular da disciplina.”
A estudante Eanes Pereira de Souza retornou entusiasmada com a experiência “mudou a minha concepção, o meu conhecimento sobre o índio. Foi enriquecedor para todos nós. Experimentamos o modo de vida, a forma como eles se relacionam e se respeitam, o relacionamento com a natureza e zelo que devotam ao meio ambiente. Para eles o mais importante é o tempo para afetividade.
Durante a visita, os alunos puderam participar do Awê, ritual onde os indígenas demonstram grande espiritualidade e sua harmonia com a natureza, além de conhecerem como os indígenas vivem no kijeme (oca). Participaram também de uma trilha na mata, onde índios pataxó se revezavam para demostrar a importância da preservação ambiental para sua subsistência, bem como, o uso do arco e flecha e como utilizavam armadilhas para caçar dentro da mata. Os estudantes ainda sob orientação de uma indígena realizaram pintura corporal e aprenderam sobre seus diversos significados.

Os índios da aldeia se revezavam para demonstrar a importância da preservação do meio ambiente (Divulgação)

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